O dilema não é só meu.
Ele se instalou pela vizinhança, pela cidade, está presente na Bahia, no Pará, em Minas e por aí afora: devemos mandar matar nossos cachorros amigos?
Só em pensar me sinto um ‘amigo cachorro’!
Pois é graças a eles, funcionando como 'bois de piranhas', no caso: 'cachorros pra flebótomos', que não é mais grave ainda a incidência da leishmaniose em nosso meio.
São os cães, os primeiros alimentos do desengonçado mosquito. São eles, assim, uma espécie de escudo para nós.
Desta forma, são, também, as primeiras vítimas da sucessão de equívocos dos (maus) gestores, que nos arrumam para cuidar da saúde pública.
E por serem vítimas eles devem ser mortos?
Que grande equívoco! (No meu entendimento.)
Quanto menos cachorros, menor é nossa proteção; mais vulneráveis nos tornamos à voracidade do inseto, expulso de seu habitat pela expansão da agropecuária, pelo crescente desmatamento.
Mas fiquem tranqüilos. Não vim aqui para culpar ninguém, diretamente.
Vim propor uma reflexão geral e sugerir medidas de engajamento, buscando atenuarmos os riscos a que todos estamos expostos.
Pois, como já disse em outra intervenção, não adianta discutir culpas; temos, é que, urgentemente, encontrar soluções não equivocadas como estas que os tais gestores estão colocando em prática, de penalizar com a morte as principais vítimas de sua incúria: os cães.
As doenças epidêmicas se alastram, no Brasil.
Mas não é só aqui que elas ocorrem.
A leishmaniose tem incidência na França, Espanha, só que, lá, eles buscam tratar do cachorro e também protegê-lo do mosquito, assim como também se protegem, evitando se exporem com pouca roupa nas áreas de risco nos horários noturnos, quando eles gostam de se alimentar.
Na Bahia e em Minas, já tem, também, quem recomende tratar e cuidar das ‘vítimas de escol’ (aquelas que estão à frente!) em vez de eliminá-las, simplesmente, como se culpadas fossem pelo avanço da doença.
Talvez, tenhamos de adotar mudanças nos usos e costumes para ficarmos protegidos, adotando o sistema de telas nas portas e janelas, tanto na cidade quanto nas moradas da roça, além de procurar formas de eliminar o inseto.
Para isto, teremos de sentarmo-nos todos numa mesma mesa para, sem melindres, encontrarmos formas de avançar num controle viável, como os pecuaristas fizeram com a aftosa, por exemplo. Eles objetivaram não ter prejuízo em seus rebanhos; e, nós, devemos objetivar não termos prejuízos de vidas em nossas famílias; porque todos, indiscutivelmente, estamos expostos, inclusive os (poucos) bons e os maus gestores da saúde pública.
Evalin Alves Salomão (direto de Rondonópolis, MT) – evalinsuleiman@yahoo.com.br
http://blogevalin.blogspot.com/ /
Notícias, de vez em quando; artigos; poemas; crônicas; contos e observações, às vezes, pertinentes, é a proposta que aqui ofereço a todos. Bom proveito, se for o caso de aqui você se aventurar.
sábado, 28 de junho de 2008
quinta-feira, 19 de junho de 2008
LULA E ADILTON:
COMPARAÇÕES À PARTE
Ouvindo o presidente Lula dizer-se indignado com o que aconteceu no Rio, envolvendo o E.B. (Exército Brasileiro), “sem tomar providências” (como bem lembrou Arnaldo Jabor, em seu comentário no Jornal da Globo, logo depois do empate do Brasil com a Argentina), vem-me à mente o episódio recente da greve dos servidores (concursados ou efetivos) da Prefeitura Municipal de Rondonópolis, mostrando o prefeito Adilton, num dos canais locais de TV, no tom mais conciliador do mundo, tentando gerar clima de “motivação política do Sindicato”, na manutenção do movimento.
Dizia ele, que as pretensões do funcionalismo não poderiam ser contempladas, devido à legislação eleitoral, esquecendo-se de lembrar que, em tempo hábil, providenciara aumento (substancial) aos estagiários e contratados (cargos de confiança), que, de acordo com dados divulgados pelo Sindicato dos Servidores, somam 55 por cento do universo de gente a seu serviço! Ou, como queiram, a serviço da Prefeitura, que ele comanda, nomeando quem bem entende, como se não devesse explicações a ninguém.
Aliás, quando lhe acusaram de nepotismo ele fez o quê? Negou; contestou e manteve secretária do Bem-Estar Social, a sua mulher.
Mas isso, não é nada!
Nepotismo mesmo, é o que se estende aos seus auxiliares.
Só para citar alguns casos, vejamos: seu Procurador Geral, é sogro do Defensor Público, que, por sua vez, tem a mulher trabalhando no Sanear, um cunhado no Departamento de Imprensa; e, o pai, locando veículo à Prefeitura; já o secretário de Finanças, tem a irmã como chefe de Arrecadação, cujo filho, também trabalha no Departamento de Imprensa; depois, vem mais o irmão do promotor tal, o filho do juiz qual...E viva a Democracia!
Se esquecem (um e outro), que não passam de peões do povo, ainda que os mais graduados nos respectivos níveis, respondendo pelo poder transitório não se tornando donos dele!
Tais situações me trazem à lembrança o senador Pedro Simon governador do Rio Grande do Sul.
Montando a estrutura de seu Governo, tinha a seu lado um velho amigo coronel da Brigada Militar já apontado como chefe da Casa Militar, quando surgiu no organograma um jovem e competente oficial para ocupar determinado posto. Simon perguntou:
- Não é seu filho?
- Sim. – Respondeu o coronel, mas, lembrando-se de como pensava (e pensa) Simon, acrescentou – Mas é a vez dele ocupar tal cargo; você não pode prejudicá-lo por ser meu filho.
- De forma nenhuma prejudicarei seu filho, que está em início de carreira; é a vez dele! Você é que não será o Chefe da Casa Militar. – Foi a resposta de Simon.
O presidente está usando o Exército para fazer política (protegendo as obras do PAC – Plano de Aceleração do Crescimento), muito embora (eu) entenda que ele (o Exército) possa receber outras incumbências além da defesa da Pátria, como essa mesma, depois de passar por treinamento específico e autorizado constitucionalmente.
O prefeito Adilton, também está, e, segundo meu entendimento (o mesmo de Simon), ele vai ter de buscar outros conceitos de ética na política. Os usados atualmente carecem de melhor avaliação: de como administrar bem a coisa pública. Por exemplo, a obra escrita do senador, pois, além do que aprendeu desde pequeno em seus usos e costumes, desenvolveu um senso tal de decência política, hoje comparado a Alberto Pasqualini, Rui Barbosa e outros desse quilate, que poderia contribuir muito para o necessário aprendizado de quem gosta muito de falar em ética...
Ah! E seu tom de conciliador, na Televisão, não cai bem para quem não concilia; para quem gosta de impor.
Jornalista Evalin Alves Salomão (Direto de Rondonópolis, MT)
COMPARAÇÕES À PARTE
Ouvindo o presidente Lula dizer-se indignado com o que aconteceu no Rio, envolvendo o E.B. (Exército Brasileiro), “sem tomar providências” (como bem lembrou Arnaldo Jabor, em seu comentário no Jornal da Globo, logo depois do empate do Brasil com a Argentina), vem-me à mente o episódio recente da greve dos servidores (concursados ou efetivos) da Prefeitura Municipal de Rondonópolis, mostrando o prefeito Adilton, num dos canais locais de TV, no tom mais conciliador do mundo, tentando gerar clima de “motivação política do Sindicato”, na manutenção do movimento.
Dizia ele, que as pretensões do funcionalismo não poderiam ser contempladas, devido à legislação eleitoral, esquecendo-se de lembrar que, em tempo hábil, providenciara aumento (substancial) aos estagiários e contratados (cargos de confiança), que, de acordo com dados divulgados pelo Sindicato dos Servidores, somam 55 por cento do universo de gente a seu serviço! Ou, como queiram, a serviço da Prefeitura, que ele comanda, nomeando quem bem entende, como se não devesse explicações a ninguém.
Aliás, quando lhe acusaram de nepotismo ele fez o quê? Negou; contestou e manteve secretária do Bem-Estar Social, a sua mulher.
Mas isso, não é nada!
Nepotismo mesmo, é o que se estende aos seus auxiliares.
Só para citar alguns casos, vejamos: seu Procurador Geral, é sogro do Defensor Público, que, por sua vez, tem a mulher trabalhando no Sanear, um cunhado no Departamento de Imprensa; e, o pai, locando veículo à Prefeitura; já o secretário de Finanças, tem a irmã como chefe de Arrecadação, cujo filho, também trabalha no Departamento de Imprensa; depois, vem mais o irmão do promotor tal, o filho do juiz qual...E viva a Democracia!
Se esquecem (um e outro), que não passam de peões do povo, ainda que os mais graduados nos respectivos níveis, respondendo pelo poder transitório não se tornando donos dele!
Tais situações me trazem à lembrança o senador Pedro Simon governador do Rio Grande do Sul.
Montando a estrutura de seu Governo, tinha a seu lado um velho amigo coronel da Brigada Militar já apontado como chefe da Casa Militar, quando surgiu no organograma um jovem e competente oficial para ocupar determinado posto. Simon perguntou:
- Não é seu filho?
- Sim. – Respondeu o coronel, mas, lembrando-se de como pensava (e pensa) Simon, acrescentou – Mas é a vez dele ocupar tal cargo; você não pode prejudicá-lo por ser meu filho.
- De forma nenhuma prejudicarei seu filho, que está em início de carreira; é a vez dele! Você é que não será o Chefe da Casa Militar. – Foi a resposta de Simon.
O presidente está usando o Exército para fazer política (protegendo as obras do PAC – Plano de Aceleração do Crescimento), muito embora (eu) entenda que ele (o Exército) possa receber outras incumbências além da defesa da Pátria, como essa mesma, depois de passar por treinamento específico e autorizado constitucionalmente.
O prefeito Adilton, também está, e, segundo meu entendimento (o mesmo de Simon), ele vai ter de buscar outros conceitos de ética na política. Os usados atualmente carecem de melhor avaliação: de como administrar bem a coisa pública. Por exemplo, a obra escrita do senador, pois, além do que aprendeu desde pequeno em seus usos e costumes, desenvolveu um senso tal de decência política, hoje comparado a Alberto Pasqualini, Rui Barbosa e outros desse quilate, que poderia contribuir muito para o necessário aprendizado de quem gosta muito de falar em ética...
Ah! E seu tom de conciliador, na Televisão, não cai bem para quem não concilia; para quem gosta de impor.
Jornalista Evalin Alves Salomão (Direto de Rondonópolis, MT)
Assinar:
Postagens (Atom)